Ao utilizar este site, concorda com o uso de cookies de acordo com a nossa Política de Cookies.

concordo

Conheça melhor:

Rodrigo Costa Félix

(20 Fevereiro, 1972)

"Rodrigo Costa Félix é um dos fadistas percussores do novo fado e um dos cantores herdeiros da grande tradição masculina do fado de Lisboa.

Fadista profissional desde os 17 anos, tem mantido uma carreira artística multifacetada, atuando em casas de fado, concertos em Portugal e no estrangeiro, participando em programas de TV e documentários, ou ainda em importantes projetos discográficos e grandes eventos do fado.

Desses eventos podemos destacar as atuações nos espetáculos de homenagem a Amália em Lisboa, Porto, Café Luso e Panteão Nacional; o espetáculo “Sol y Luna – Flamenco y Fado”, da Compañia de Danza del Siglo XXI – Madrid, com o qual efetuou digressões pela europa em 2000 e 2001; ou o espetáculo do guitarrista Mário Pacheco no Palácio de Queluz em 2005, onde cantou ao lado de Mariza, Camané e Ana Sofia Varela, de que resultou a gravação de um CD/DVD editado mundialmente pela World Connection e premiado pela revista Songlines como o melhor do ano no campo da World Music, tendo atuado em Haia e Madrid juntamente com Mariza para o seu lançamento internacional.

Rodrigo Costa Félix possui uma larga experiência de concertos, tendo atuado internacionalmente, a solo ou integrado em vários elencos, em importantes mercados como os Estados Unidos, Inglaterra, onde estudou, Canadá, França, Espanha, Benelux, Itália, Alemanha, Polónia, Tunísia, ou China, entre outros.

Apesar de ter participado na gravação daquele que será porventura o primeiro registo da chamada nova geração do Fado, o CD “Alma Nova” em 1994, Rodrigo Costa Félix lançou apenas o seu primeiro CD a solo, "Fados D'Alma”, catorze anos depois em 2008. Neste álbum, produzido por Mário Pacheco, com uma dedicatória e nota introdutória de Adriana Calcanhotto, Rodrigo canta poetas como Fernando Pessoa ou Vinícius de Moraes (o vídeo do tema “Soneto da Fidelidade”, gravado no Palácio de Queluz, tem mais de 50 mil visionamentos no youtube), clássicos como “Vendaval”, “Guitarra Triste” ou “Digam”, ou fados originais de Mário Pacheco e Fontes Rocha como “Asa no Espaço” ou “Balada ao Meu Amor”, entre outros.

Em 2012, o novo CD de fados de Rodrigo Costa Félix, “Fados de Amor”, lançado pela editora discográfica Farol Música a 21 de maio, é já um disco diametralmente diferente do anterior. Com efeito, onde “Fados D’Alma” era interrogação e a exploração de diferentes caminhos e “estados de alma” dentro do Fado, com recurso a várias interpretações do repertório clássico do Fado, o novo CD “Fados de Amor” é já um álbum pleno de maturidade, a que corresponde também uma pesquisa poética mais arriscada, mas principalmente um registo onde a temática que o envolve – o amor - se fixa de forma incontornável e plenamente assumida.

“Fados de Amor” é o primeiro CD da história do Fado onde Guitarra Portuguesa é integralmente gravada por uma mulher, na altura sua esposa, Marta da Costa Pereira, a única no Fado a dedicar-se profissionalmente a este difícil instrumento. “Fados de Amor” é um disco que tem o amor na ponta das palavras, e nas próprias palavras de Rodrigo Costa Félix, “dedicado à mulher”. “Fados de Amor” é também um disco de fados feito com tempo, inspiração e emotividade, e conta com vários temas originais, revisitações de fados conhecidos, colaborações especiais e duetos.

Como letristas podemos destacar o próprio Rodrigo que escreve (e compõe) dois fados, Tiago Torres da Silva que assina dois poemas bem como a nota introdutória do CD, e ainda o recurso a poemas de Fernando Pessoa, Guerra Junqueiro (em “Morena”) ou Pedro Homem de Melo (em “Fonte”) entre outros. Nas versões de Fados há novas interpretações do clássico “Rosinha dos Limões” de Max, de “Como Te Quis e Te Quero” de Manuel de Almeida ou “O Teu Olhar” de Carlos Ramos. Entre os vários originais uma menção especial para o primeiro single do CD, “Amigo Aprendiz” de Tiago Bettencourt, eleito pela revista americana “The Atlantic” como uma das melhores baladas de 2012 a nível mundial. No capítulo dos duetos existem parcerias com a fadista Katia Guerreiro (em “Morena”) e com a nova e emergente artista angolana Aline Frazão em “Fado Contido”, aquele que será o segundo single do álbum.

A tournée de “Fados de Amor” abriu com um concerto esgotado em Lisboa no CCB a 11 julho, antecedido de uma presença de Rodrigo Costa Félix na segunda edição do Festival de Fado de Madrid (onde atuaram também Marisa e Ana Moura) à frente de um jovem elenco de fadistas no espetáculo “Casa de Fados-Uma Noite em Lisboa” (concerto que a organização do festival encomendou a Rodrigo, autor do guião e da escolha de repertório) e na FIARTIL (Estoril), ao que se seguiram concertos no Porto, Aveiro e Moledo.

“Fados de Amor” foi galardoado com o prestigiado prémio Amália Rodrigues para melhor Álbum do Ano de 2012. O júri da Fundação Amália Rodrigues realçou como factores decisivos da atribuição deste galardão a evolução artística, a escolha do repertório e a distinção da revista The Atlantic.

Edita, em 2014, o seu projecto multi-artista “Brincar aos Fados” que visa dar a conhecer o Fado às gerações mais novas aliando as melodias do fado tradicional a poemas adaptados aos mais novos. Contou com a colaboração de artistas como Camané, Cristina Branco, Katia Guereirro, Mafalda Arnauth ou Celeste Rodrigues, entre outros. A 1 de Junho de 2017 foi editado um livro ilustrado de contos à volta da temática do Fado, também produzido por Rodrigo, que ainda assinou três dos contos.

Colaborou na produção e actuou na primeira edição do Festival de Fado de Marrocos e, em 2019, colaborou na produção e actuou na primeira edição do Festival de Fado da China. Tem vindo também a produzir vários espectáculos e a dar workshops e palestras sobre Fado em Portugal e no estrangeiro.

Em 2020 edita o seu mais recente disco “Tempo” onde canta seis temas escritos por si.

 

Fonte:

www.facebook.com/rodrigocostafelixoficial



Rodrigo Costa Félix (Foto Jorge Simão)

Rodrigo Costa Félix (Foto Jorge Simão)

Rodrigo Costa Félix (Foto Jorge Simão)