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Manuel João Vieira

Anatomia do Fado

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"Escolher as canções foi o mais difícil e confesso que acabei por pôr músicas a mais. Ainda por cima resolvi gravar também alguns fados originais, que seriam para um disco sentimental e que têm umas letras mais melancólicas, o que por sua vez me fez introduzir também dois ou três fados tradicionais sentimentais. A única vantagem neste disco duplo é que dá para ir de carro de Lisboa a Bragança sempre a ouvir o mesmo disco. A desvantagem é a mesma. Não incluí no disco, porém, alguns fados pornográficos dos anos 70 que canto nos espectáculos porque senão daria para ir a Bragança e voltar e porque preferi fazer um disco praticamente sem aquelas palavras que não aparecem na rádio, o que é uma novidade para mim. Tive um ataque de afonia, anginas, tosse e rouquidão durante as gravações, pelo que a voz poderá não estar em estado cristalino, fora a canção da Freira e o Fado Anarquista, gravados ao vivo. Gostava de salientar a paciência e trabalho dos músicos que me acompanharam - o Vital da Assunção na viola, o Arménio de Melo na guitarra, salvo alguns temas muito bem gravados pelo Sandro Costa e, no baixo acústico, o Múcio de Sá. Tive também a grande honra de ter sido assistido nas misturas pelo grande técnico de som José Fortes, no seu fabuloso estúdio móvel, em Vilar."

Manuel João Vieira