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Vasco Rafael
(N. 1949 - M. 1998)Vasco Rafael nasceu em 1949, em Moçâmedes, Angola, país onde iniciou a sua carreira artística. Tornou-se conhecido no programa “Chá das 5”, na altura muito popular em Luanda. Em 1968, com apenas 19 anos, classifica-se em 2.º lugar no Festival da Canção de Luanda, com “Banquete Ruim da Vida" (letra de Brazão Gil e música do maestro Sílvio Pleno), que acabaria por não gravar. Dois anos depois, recebe o Prémio de Interpretação no mesmo certame, chegando o primeiro disco pouco antes do 25 de Abril. Publicado pelo selo N’Gola, da Valentim de Carvalho, traz as canções “Razão de Viver” e “Vem Caminhar Comigo”, sendo que esta última sela desde logo uma parceria com o poeta Vasco de Lima Couto que haveria de dar frutos ao longo do percurso de Vasco Rafael – no total, gravou mais de 25 letras do também actor.
Chega a Portugal continental depois de 1974 e instala-se no Porto. Nessa altura, com o apoio da fadista Beatriz da Conceição, grava o seu primeiro registo fonográfico de Fado: o EP “Vasco Rafael Canta Vasco de Lima Couto”, publicado pelo selo Estúdio, de Emílio Mateus. O Fado que abria o disco, “O Perdão Que Eu Peço a Toda a Gente”, tem música de António Chainho, cujo conjunto de guitarras acompanhava o cantor nesse registo.
Depois de gravar o Fado “Que Povo É Este Que Povo?”, que em 1970 tinha sido interpretado por José Manuel Osório e por João Braga, Vasco Rafael assina com a editora Rádio Triunfo, do Porto, onde permanece até meados dos anos 80 e através da qual grava a maior parte da sua obra. O álbum de estreia, no entanto, tinha sido publicado pela Polysom nesse mesmo ano de 1977 e trazia o primeiro momento em que cantava palavras de José Carlos Ary dos Santos, outro parceiro maior de Vasco Rafael. A canção em causa, “Às Mulheres do Meu País”, tinha sido já gravada por Beatriz da Conceição, em 1975.
Já em Lisboa, estreia-se no elenco do Painel do Fado, onde permanece até ingressar no Teatro de Revista, passando a ser presença habitual nos palcos deste género teatral.
Vasco Rafael faleceu prematuramente em 1998. Com mais de 18 trabalhos editados, entre os quais se encontram originais de António Chainho e Paco Bandeira, destacam-se na sua carreira êxitos como: "Roseira Botão de Gente" (de Ary dos Santos e Paulo de Carvalho), "O Fado É Fixe” (de Carlos Paião), “Ouve Lisboa" (de Vasco Lima Couto e Nuno Nazareth Fernandes) ou "Toma lá Beijinhos d'água" (de Silva Ferreira e Jorge Atayde).
Fontes:
Nuno Fernandes, Sesimbra FM
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/tributo-a-vasco-rafael/
https://www.rtp.pt/rtpmemoria/gramofone/vasco-rafael-por-joao-carlos-callixto_1251