Museu do Fado
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Personalidades
 
Manuel Cascais
( 1900 - 1 Janeiro, 1945 )
Manuel Cascais ficou conhecido na História do Fado como o "Rei do Fôlego" por cantar décimas inteiras nos fados Sem Pernas e Serrano, um talento inédito nos ambientes fadistas de então.

Manuel Nascimento Machado da Silva, ficou conhecido no meio fadista por Manuel Cascais, por ser natural da homónima. Filho do fadista amador Cláudio da Atourela, cedo herdou de seu pai o gosto pelas cantigas.

Manuel Cascais exerceu a profissão de soldador e começou a cantar o fado, como amador, em 1916 - estreando-se no Clube Olímpia, em Lisboa em 1926 - actividade que nunca abandonou até ao final da sua vida. Foi contemporâneo de António Pateta, Milhinho, Fortunato Coimbra, Júlio Janota, Manuel Maria, "Tacheta", Francisco Viana (Vianinha), João Maria dos Anjos e António Lado.

Como noticia a Guitarra de Portugal de Julho de 1927, Manuel Cascais realiza na cidade do Porto, durante os meses de Verão daquele ano, uma série de espectáculos.

Em 1929 conquista, no Retiro da Severa, o título de «Marialva» ganho no concurso de fado ali realizado a 7 de Abril. Em Abril de 1932, com o empresário José Loureiro parte para o Brasil onde permanece 1 ano.

No Brasil foi um dos elementos do Grupo de Caramés, de que faziam parte também Manuel Monteiro, José Lemos, Pinto Filho, (actor), Isalinda Saramoto, (o Rouxinol do Tua - transmontana) e Cândida Leal e, com estes e outros artistas, integra o elenco de belíssimos episódios regionalistas "Na Romaria do Norte" e "Uma Noite em Lisboa" como noticia o jornal Canção do Sul, de 16 Abril 1936)

Em 1939 a Guitarra de Portugal de 25 de Outubro noticia "A Troupe de Manuel Cascais, conquanto não tenhamos notícias crê-se que vai trabalhando sem grandes dificuldades".

Manuel Cascais ficou conhecido na História do Fado como o "Rei do Fôlego" por cantar décimas inteiras nos fados Sem Pernas e Serrano, um talento inédito nos ambientes fadistas de então.

Entre nós, ficaram célebres as suas actuações no Tamariz do Estoril, no Casino da Praia (Cascais), no Sporting Clube da Parede, no “Retiro da Severa”, no “Solar da Alegria”, nos “Cafés Luso”, “Ginásio”, e “Mondego”.

Dos seus últimos anos de vida destaca-se a direcção da “Adega das Parras, na Feita Popular, no Verão de 1944.

Foi casado com a artista luso-brasileira Dolita Lisboa.

Faleceu subitamente aos 45 anos de idade no dia 7 de Julho de 1945.

Selecção de fontes de informação:
“Guitarra de Portugal”, 12 de Outubro de 1930;
“Canção do Sul”, 16 de Maio de 1937;

Última actualização: Abril de 2008.